Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > A COLUSO
Início do conteúdo da página

COLUSO

Publicado: Quarta, 13 de Maio de 2015, 12h13 | Última atualização em Segunda, 08 de Maio de 2017, 17h15 | Acessos: 4422

COLUSO logo

A Comissão Luso-Brasileira para Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental – COLUSO tem por objetivo promover a permuta de informações contidas nos acervos arquivísticos de interesse mútuo dos Governos do Brasil e de Portugal, incentivando a organização e a inventariação de fundos documentais, bem como o desenvolvimento e o intercâmbio de elementos de pesquisa documental sob a guarda de ambos os países, designadamente daqueles que respeitam à História comum dos dois países.

Antecedentes

Inserido nas comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil, o Ministério da Justiça da República Federativa do Brasil firmou, em 16 de agosto de 1995, com a Presidência do Conselho de Ministros da República Portuguesa, um Protocolo de Colaboração, visando estimular a permuta de informações contidas nos acervos arquivísticos de interesse mútuo, sob a guarda de cada um dos países intervenientes.

Para dar cumprimento aos objetivos desse Protocolo de Colaboração, foi ainda assinado e implementado o Plano Luso-Brasileiro de Microfilmagem, em que os dois países trocariam, por meio de rolos de microfilmes, conjuntos de documentos de seu interesse. Essa atividade acarretou melhor conhecimento e organização dos arquivos de cada um dos países, além de permitir a pesquisa em fontes documentais que antes demandavam deslocamento dos pesquisadores ao exterior.

Para operacionalizar o desenvolvimento dos trabalhos, o item 5 do referido Protocolo de Colaboração preconizava, para esse fim, a criação de uma comissão bilateral. Assim, pela Portaria nº 1248, de 25 de setembro de 1995, do Ministro de Estado da Justiça, o Conselho Nacional de Arquivos foi designado órgão executor do mencionado Protocolo. Pela Portaria nº 12, de 27 de fevereiro de 1996, do Presidente do CONARQ, foi criada a Seção Brasileira da comissão bilateral em referência, que passou a ser designada Comissão Luso-Brasileira para Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental - COLUSO, por proposta do CONARQ, aprovada pelos membros da Seção Portuguesa.

A Seção Brasileira, presidida pelo Presidente do Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ é integrada por representantes do Arquivo Nacional, do Ministério da Cultura, da Fundação Biblioteca Nacional, do Arquivo Histórico do Itamaraty, do Serviço de Documentação da Marinha, do Arquivo Histórico do Exército, dos arquivos estaduais do Pará e Bahia, do Arquivo Público Mineiro, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A Seção Portuguesa foi presidida, no período de 1996 a 2001, pelo Diretor do Centro de Estudos Damião de Góis, órgão vinculado ao então Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e atualmente é presidida pelo Diretor-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas de Portugal e integrada por representantes do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, da Biblioteca Nacional de Portugal, do Arquivo Histórico Ultramarino, do Gabinete de Estratégia, Planejamento e Avaliação Culturais (GEPAC), do Arquivo Histórico Militar, do Arquivo Histórico Diplomático, da Biblioteca Central da Marinha, e do Arquivo Histórico da Marinha.

Tendo presente o êxito desse Protocolo firmado em 1995, a Comissão, deliberou dar continuidade ao primeiro Protocolo, aprovando minuta de um novo documento de cooperação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Portuguesa, com vigência até o ano 2008, quando se comemora o bicentenário da chegada da Corte Portuguesa no Brasil.

Este novo Protocolo, assinado em 5 de setembro de 2001, pelo Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República do Brasil e pelos Ministros da Cultura dos dois países, visa dar continuidade à permuta de informações contidas nos acervos arquivísticos de interesse mútuo, mediante o intercâmbio de bases de dados e o desenvolvimento do programa Luso-Brasileiro de Microfilmagem, e prevê ainda:

» dar prosseguimento à programação de colóquios, exposições, concursos monográficos, a terem lugar em Portugal e no Brasil, podendo, inclusive estender tais eventos a outros países que comunguem da mesma tradição cultural, se assim o desejarem;

» estimular as universidades e centros de investigação de ambos os países a criarem ou fortalecerem linhas de pesquisa sobre a História comum e

» fomentar o intercâmbio de especialistas na área de arquivos e de bibliotecas, a troca de informações por meio de instrumentos de pesquisa tradicionais ou de bases de dados existentes em seus programas de informatização, inclusive via redes externas de informação (Internet)

Considerando a importância dos trabalhos previstos nas cláusulas do referido Protocolo de Colaboração, o CONARQ buscou a parceria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.

registrado em:
Fim do conteúdo da página